A eleição indireta que definiu o novo governador e vice do Amazonas marca um momento inédito na história política do estado. Pela primeira vez, os chefes do Executivo estadual foram escolhidos sem o voto direto da população, em um processo conduzido pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
A mudança ocorreu após as renúncias do então governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, oficializadas no dia 4 de abril de 2026. Nos documentos publicados em edição extra do Diário Oficial da Aleam, ambos comunicaram a saída imediata dos cargos.
Wilson Lima destacou que a decisão foi tomada em caráter “irrevogável e irretratável”, com o objetivo de cumprir o prazo de desincompatibilização de seis meses exigido pela legislação eleitoral para disputar as eleições gerais de outubro deste ano. Após deixar o governo, anunciou pré-candidatura ao Senado.
De acordo com Constituição Federal, a saída simultânea do governador e do vice nos últimos dois anos de mandato, determina-se a realização de eleição indireta, modelo conhecido como “mandato-tampão”. Nesse formato, o eleito assume apenas para concluir o período restante da gestão, que no Amazonas segue até janeiro de 2027.
A votação ocorreu na Aleam e resultou na eleição, por unanimidade, da chapa encabeçada por Roberto Cidade. A escolha foi feita exclusivamente pelos deputados estaduais, seguindo o rito legal para esse tipo de eleição.
Durante coletiva de imprensa, o presidente interino da Aleam, deputado Adjunto Afonso (União Brasil), destacou a importância histórica do momento e a normalidade do processo. Segundo ele, todos os ritos legais foram seguidos e a eleição transcorreu de forma tranquila, representando um marco para o estado.
Adjunto Afonso afirmou que esta foi a primeira vez que ocorreu uma eleição indireta no Amazonas e ressaltou que o processo aconteceu de maneira bem-sucedida. Enfatizou também que o momento foi significativo para a política estadual e demonstrou confiança na nova gestão.
A nova gestão assume com o desafio de dar continuidade às políticas públicas até o fim do mandato vigente, em um cenário político que já começa a se movimentar em função das eleições de 2026.
Por: Redação



