Os vereadores Saimon Bessa e Diego Afonso, ambos do União Brasil, defenderam que Manaus possa servir como subsede para a 30ª Conferência das Partes (COP-30), prevista para ocorrer em novembro na cidade de Belém (PA). As falas ocorrem em meio a críticas aos preços das hospedagens na capital paraense na última semana.
Na volta dos trabalhos da Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta segunda-feira (4), Saimon Bessa enfatizou as críticas à infraestrutura hoteleira de Belém e defendeu que haja uma união entre as capitais amazônicas para suprir as necessidades da COP-30.
“Manaus fica próxima de Belém e pode muito bem ser uma subsede da COP-30. Manaus possui hotelaria suficiente, um aeroporto internacional, já foi subsede da Copa do Mundo, recebeu diversos eventos internacionais. Temos aqui uma estrutura muito importante e suficiente para contribuir com a relevância desse evento”, disse.
O vereador destacou que a cidade pode ajudar Belém não só com hotelaria, mas também trazendo outros eventos relacionados à COP-30 para a capital amazonense. Bessa também protocolou um requerimento para formalizar o pedido de tornar Manaus uma subsede da conferência, além de pedir o apoio do deputado estadual Carlinhos Bessa (PV), seu irmão, para que o mesmo fosse feito na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).“Não é o momento de criticar Belém, mas de se unir para que de fato esse evento aconteça e tenha uma certa efetividade. Que ali os assuntos que sejam tratados sejam bem sucedidos, que possam melhorar a questão da sustentabilidade, da bioeconomia, inclusive que a gente possibilite que pessoas que não tenham condições financeiras possam participar também”, ressaltou.
Na mesma sessão, o vereador Diego Afonso defendeu o requerimento do correligionário e pregou que os nortistas deveriam se unir à Belém para garantir a realização da COP-30 em novembro. O parlamentar defendeu que Manaus tem condições de funcionar como subsede do evento devido à rede hoteleira extensa, que “inclusive está ociosa”.
“Manaus precisa estar nessa rota da COP-30 e se irmanar com Belém para que a gente possa discutir, estar na pauta de soluções sustentáveis e climáticas do país e do mundo”, concluiu.
Críticas
Na semana passada, tornaram-se públicas as reclamações de mais de 20 delegações estrangeiras com os preços das hospedagens para a COP-30 em Belém. Apesar de tudo, o presidente da COP, embaixador André do Lago, afirmou que a sede se manterá na capital paraense.
À imprensa, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Pará (Fecomércio-PA), Sebastião Campos, defendeu a permanência da sede em Belém e que “os trabalhos estão em andamento e devem ser concluídos até a data” da conferência.
“Grande parte das críticas também atribuímos ao fato de haver certa descriminação com o norte do país. É evidente e histórico, por mais que aqui se faça adesão e esforços na direção de agendas como a Agenda 2030, que contempla os 18 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, a execução de planos e políticas públicas”, disse.
Sobre a questão da hospedagem, Sebastião Campos afirmou que, embora haja algum desequilíbrio, parte disso tem a ver com oferta e procura e que a maior parte dos locais que praticam preços exorbitantes não são “estabelecimentos de hospedagens sérios”.
“[São] outros grupos que estão entrando agora no mercado para oferecer alugueis de imóveis, sobretudo até suas próprias residências sem o devido estudo entre oferta-demanda e preço mais justo. Deixo claro que os estabelecimentos de hotéis e hospedagens efetivamente regulares, que já estão no mercado há muito tempo, estão se ajustando para colaborar com a oferta de serviços que estejam com preços mais em equilíbrio”, ressaltou.
Por: Lucas dos Santos



