O vice-governador Tadeu de Souza (Avante) reformulou suas redes sociais nas últimas duas semanas, criando uma narrativa de sucesso com o claro objetivo de conferir ao cargo que deverá assumir, o Governo do Amazonas, um status de competência.
Tadeu de Souza compartilhou três postagens nas quais destacou aspectos de sua trajetória pessoal, desde sua infância humilde em Manacapuru, ao lado de sete irmãos, até sua aprovação em instituições educacionais tradicionais de Manaus, passando por sua experiência como operário no Distrito Industrial.
“Muitas pessoas têm me pedido para contar um pouco da minha história, então, resolvi começar a fazer isso a partir de hoje, com imenso orgulho. Para mim, ser amazonense de verdade é ser filho desta terra, valorizando a família, a força do trabalho e as tradições amazônicas. Levo tudo isso comigo na missão de ser vice-governador do meu estado”, escreveu Tadeu em uma de suas postagens.
Nos comentários, seus seguidores se dividiram entre elogios, surpresas com detalhes desconhecidos de sua trajetória e até questionamentos sobre uma possível candidatura, como o de um seguidor que perguntou: “Ele será candidato?”
Embora a resposta ainda não seja clara, as postagens de Tadeu não deixam dúvidas de que ele visa consolidar sua imagem como um líder com legitimidade para opinar sobre o processo eleitoral, independentemente de David Almeida.
Determinados sites, frequentemente associados a um perfil “chapa branca”, já começaram a promover a imagem do vice-governador. Afinal, no exercício de sua função, Tadeu de Souza tem pleno direito de almejar permanecer no cargo.
Assim como outros vice-governadores desde a redemocratização de 1982, Tadeu de Souza se vê diante de duas possibilidades, caso Wilson Lima deixe o governo em abril de 2026.
A primeira opção é assumir a “liderança” do estado e se tornar um aliado estratégico dos grupos que disputarão o governo e o Senado, como aconteceu com Vivaldo Frota, que completou o mandato de Amazonino Mendes em 1990, após sua renúncia para disputar o Senado.
A segunda possibilidade é assumir o cargo e buscar a reeleição, estratégia que foi bem-sucedida para Omar Aziz, que, ao substituir Eduardo Braga em 2010, venceu a eleição para governador no mesmo ano.
O mesmo ocorreu com José Melo, que, ao suceder Omar Aziz em abril de 2014, garantiu sua eleição para o mandato de 2015 a 2018. No entanto, seu governo foi interrompido em 2017, após ser cassado.
Por: Redação