A subida das águas registradas na região do Alto Solimões, há quase duas semanas, começou a fazer efeito no nível do rio Negro, em Manaus, que experimenta uma fase de elevação firme e continua acima dos dez centímetros diários há quatro dias seguidos.
O desce e sobe do repiquete
A máxima da seca deste ano foi registrada em 9 de outubro, quando o Rio Negro atingiu o nível de 12,11 metros, o mais baixo em 122 anos de série histórica. A partir desse dia, o nível do rio manteve-se estável por três dias.
Até que no dia 13 de outubro, o Negro registrou sua primeira subida, com um aumento de um centímetro, alcançando 12,12 metros. A partir daí, o rio subiu por 11 dias consecutivos, totalizando 39 centímetros e chegando ao nível de 12,50 metros em 23 de outubro. No dia seguinte, o nível permaneceu inalterado, mas no dia 25 teve início um repiquete considerável.
Esse repiquete se estendeu por sete dias, com o nível do rio estabilizando em 12,18 metros no dia 6 de novembro, próximo de atingir novamente o recorde da série histórica (12,11 metros) dentro do mesmo ciclo de vazante.
Desde o dia 7 de novembro, o Rio Negro parece ter encerrado o repiquete e iniciado uma nova fase de subida, atingindo 12,67 metros nesta terça-feira (12), com um aumento de 44 centímetros apenas nos últimos quatro dias.
Outros rios da bacia Amazônica monitorados pela Agência Nacional de Águas (ANA) também estão iniciando período de cheia. Confira as cotas:
- RIO Madeira: 1m62cm, subindo;
- Rio Negro: 12m68cm, subindo (a ANA mede o nível do Negro em um ponto diferente do porto de Manaus);
- Rio Tapajós: -0m11cm, subindo;
- Rio Solimões: 2m78cm, subindo;
- Rio Juruá: 5m66cm, subindo;
- Rio Amazonas (Estação Novo Remanso): 4m44, subindo;
- Rio Amazonas (Estação Itacoatiara): 0m12cm, subindo
Por: Gerson Severo Dantas