Política

Prefeito de Borba é alvo de operação da PF que investiga desvios de verbas da merenda escolar

Em 2023, Simão Peixoto chegou a ser afastado após ser preso em operação do MP-AM sobre fraudes em licitações.
Prefeito de Borba é alvo de operação da PF

O prefeito de Borba, Simão Peixoto, é alvo da Operação Voz do Poder deflagrada pela Polícia Federal durante, nesta terça-feira (9/1). Ele é suspeito de manipular testemunhas em uma investigação que apura desvios de recursos públicos destinados à compra de merenda escolar no ano de 2020, durante a pandemia do COVID-19.

O cumprimento do mandado de prisão inclui também o afastamento do chefe do executivo municipal de Borba por 180 dias. Simão já esteve afastado do cargo em 2023 após ser preso em operação do MP-AM sobre fraudes em licitações. Ele reassumiu a prefeitura em setembro do mesmo ano.

Inicialmente, a PF havia confirmado a prisão do prefeito no seu portal, mas corrigiu a informação, informando que a prisão não foi cumprida pois Peixoto não foi localizado na sede do município e irá se apresentar até o final do dia na sede da PF.

A prisão preventiva e a suspensão do prefeito foram solicitadas após surgirem evidências de que ele conduziu uma videoconferência com servidores municipais intimados pela Polícia Federal para prestarem esclarecimentos relacionados à investigação em questão.

No decorrer desse encontro, Peixoto teria oferecido assistência jurídica e fretamento de aeronave, despesas custeadas pela prefeitura. A atitude levantou a suspeita de uma possível tentativa de influenciar as testemunhas.

De acordo com a Polícia Federal, embora a oferta possa ser interpretada como um auxílio, ela cria um ambiente propício para que os servidores sintam-se pressionados a mudar seus depoimentos aos interesses do investigado, o que compromete potencialmente a integridade e a credibilidade das investigações em curso.

As investigações iniciais revelaram suspeitas de irregularidades nos kits de merenda escolar fornecidos, incluindo a falta de quantidade adequada de carne vermelha e, em alguns casos, a ausência total desse item.

Além disso, foram constatadas ausências de charque nos kits, indícios de falsificação nos recibos de entrega e possíveis pagamentos sem documentação comprobatória.

Por: Marcio Siqueira

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