Política

GT faz mais uma audiência pela reconstrução da BR-319, no dia 16, dessa vez em Porto Velho

GT da BR-319 fez só duas reuniões em 60 dias e tem primeira agenda pública na capital rondoniense
GT faz mais uma audiência pela reconstrução da BR-319

Enquanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aponta novos pontos de degradação ambiental na área de influência da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), o Grupo de Trabalho da BR-319 (GT-BR 319) marcou para 16 de janeiro a terceira reunião de trabalho, em Porto Velho (RO).

Esta reunião acontecerá a um mês do fim do prazo de validade da portaria que criou o grupo, em 16 de novembro, e estabelecia o seu funcionamento em 90 dias. O objetivo do GT é produzir um relatório indicando soluções que permitam a reconstrução do trecho central, chamado de Meião, da rodovia.

A terceira reunião do GT está prevista para ocorrer no dia 16 de janeiro, na Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), em Porto Velho (RO), a partir das 9h30“, resumiu a assessoria do Ministério do Trabalho diante dos questionamento sobre o avanço dos trabalhos feitos pelo RealTime1.

Assim como ocorreu em Manaus, na segunda reunião do GT, em 11 de dezembro, os integrantes esperam debater o projeto de reconstrução da estrada e seus impactos com representantes da sociedade civil, pesquisadores, setor produtivo e organizações não governamentais, assim como com integrantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e outros órgãos governamentais.

A criação deste novo grupo de trabalho para tentar viabilizar a reconstrução da BR-319 repete, pela quarta vez, uma estratégia que já foi adotada nos governo de Fernando Henrique Cardoso, Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, que criaram estruturas semelhantes para tentar viabilizar a obra.

Por conta dessas dificuldades, enfrentadas por diferentes governos, a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, comumente apontada como inimiga da reconstrução da rodovia, costuma dizer que esse licenciamento é difícil e complexo e que se fosse fácil outros governos já teriam realizado a reconstrução.

“Estou há 15 anos longe do ministério e ninguém fez a estrada. O Amazonas já teve ministros e até um vice-presidente (refere-se a Hamilton Mourão, cuja família é originária de Humaitá, mas que é gaucho), mas não conseguiu fazer a obra”, disse a ministra durante o depoimento dela na CPI das Ongs do Senado.

GT-BR 319 quer debate aberto com comunidade

No dia da instalação, o coordenador do GT, Cloves Benevides, subsecretário de Sustentabilidade do Ministério do Meio Ambiente, apresentou uma sugestão de cronograma prevendo que a próxima fase do trabalho seria ouvir a academia, sociedade civil e setor produtivo, depois os técnicos de ministérios.

Ainda conforme Cloves Benevides, estavam previstas rodadas técnicas com servidores de diversas pastas do Governo Federal e do próprio Ministério dos Transportes. O ministério, no entanto, não informou se essas rodadas vão acontecer até o prazo final de funcionamento do GR, marcado para o dia 16 de fevereiro.

Relatório será base para o Eia-Rima da BR-319

Conforme a portaria de criação do GT BR-319, ao fim dos trabalhos, o grupo deve consolidar uma nota técnica que servirá como documento de referência com encaminhamentos, metas, sugestões de responsabilidades e de governança, prazos, custos, uso de tecnologias. Isso também não é uma situação nova, na questão da rodovia, cuja função será manter a comunicação terrestre de Roraima com o resto do país, via Rondônia.

Por: Gerson Severo Dantas

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