Amazonas

Confira os maiores fracassos eleitorais das últimas 8 eleições para prefeito de Manaus

Levantamento feito pelo RealTime1 mostra os principais "fracassos" eleitorais das disputas para prefeitura de Manaus no período de 1992 a 2020.
Confira os maiores fracassos eleitorais das últimas 8 eleições
Urnas registram fracassos eleitorais

Esta semana o deputado estadual Wilker Barreto (Cidadania) lançou-se pré-candidato para concorrer à prefeitura de Manaus nas eleições deste ano. Caso ele seja o escolhido pela Federação PSDB/Cidadania para disputar a vaga, segundo analistas, suas chances de ganhar são muito pequenas, não só porque na média das pesquisas realizadas no ano passado ele obteve apenas 1,1% das intenções de voto, mas por vir perdendo capital eleitoral nas últimas duas eleições que disputou.

Ao ser eleito pela primeira vez deputado estadual em 2018, pelo PHS, Wilker foi o 8o. candidato mais votado do pleito. Em 2022 foi reeleito, mais perdeu 12 posições, ficando 20a. posição.

Nas últimas 8 eleições para prefeito de Manaus, nomes conhecidos do cenário político da época, com sucesso em eleições para o parlamento estadual e municipal, para o Executivo; e para outros cargos em nível federal, amargaram derrotas eleitorais agora, registradas na história.

Fracassos eleitorais dos últimos 8 anos

RealTime1 fez um levantamento dos principais “fracassos” eleitorais das disputas para prefeitura de Manaus no período de 1992 a 2020. Confira:

Em 1992, conhecida apresentadora de tv e deputada estadual pelo PSDB, Ilonita Ramos, decidiu disputar a Prefeitura de Manaus pelo PMN e obteve 1,21% dos votos. Teve menos votos do que os 6.040 que a levaram à Aleam, um ano antes.

Também do PMN, em 1996, o ex-vereador e ex-senador Evandro Carreira, sucesso retumbante como senador do Amazonas, com um discurso radical em defesa da Amazônia e propostas visionárias para a época, como a criação de peixe em cativeiro, ao resolver disputar a eleição para prefeito de Manaus obteve inexpressivos 0,34% dos votos válidos.

Em 2000, o ex-militante do PCdoB na década de 80, George Tasso, após ter migrado para o PSDB, obteve apenas 2,29% dos votos. Naquele ano, situação pior que a de Tasso somente a do deputado estadual, hoje professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Eron Bezerra, fiel escudeiro do Partido Comunista do Brasil, obteve 1,55% dos votos.

Em 2004, mesmo com toda bagagem política de seu pai Arthur Virgílio Neto, na época senador e líder do governo de Fernando Henrique Cardoso, e com um ano de mandato na Assembleia Legislativa, Arthur Bisneto (PSDB) disputou a Prefeitura de Manaus e foi o último colocado do pleito com 3,33% dos votos.

Em 2008, o historiador e ex-militante do PT, Ricardo Bessa, que se converteu em evangélico, candidato da Frente de Esquerda Socialista (PSOL-PSTU), também foi o último colocado no pleito, conseguindo apenas 0,20% dos votos válidos.

No seu quinto mandato consecutivo de deputado federal e com destaque na mídia nacional pela atuação como parlamentar, em 2012Pauderney Avelino, do DEM, só obteve 2,81% dos votos, na disputa pela prefeitura, ficando à frente apenas dos três candidatos de partidos nanicos: Jerônimo Maranão (PMN), Luiz Navarro (PCB) e Herbert Amazonas (PSTU).

O ex-vereador, ex-vice-prefeito e na época com mandato de deputado federal, Hissa Abrahão (PDT), foi o candidato da “Coligação Novas Ideias, novo caminho” na disputa pela prefeitura em 2016, contra o seu ex-aliado Arthur Neto (PSDB). Ele, que chegou a ser visto como promessa da política amazonense obteve 2,65% dos votos e foi o sexto colocado do pleito.

Atrás de Hissa, e últimos na preferência do povo nessa eleição, ficaram o deputado estadual Luiz Castro, com 1,96%, e o vice-governador do Amazonas, Henrique Oliveira (Solidariedade), com 1,62%. Antes da eleição de 2016, Henrique foi o vereador mais votado de Manaus em 2008 com 35.518 votos e eleito deputado federal pelo PL, dois anos depois, em 2010, com 85.565 votos.

Nas últimas eleições, em 2020, o baixo desempenho nas urnas ficou com o deputado federal Alfredo Nascimento (PL), que já foi superintendente da Suframa, secretário de estado da Saúde, vice governador, prefeito de Manaus por duas vezes, senador e ex-ministro dos Transportes. Alfredo teve o voto de 3,29% dos eleitores, com uma diferença de apenas 2.574 votos para o empresário Romero Reis (Novo), que disputava sua primeira eleição.

Eles passaram, mas como já disse um ex-presidente da República, hoje inelegível: “A vida segue”.

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Por: Marcio Siqueira/Real time1

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