O Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) aprovou, na manhã desta quinta-feira (20), R$1,5 bilhão de novos investimentos para o Polo Industrial de Manaus (PIM). Ao todo, 42 novos projetos foram apresentados, sendo 14 de instalação e 28 de ampliação.
Além disso, os investimentos irão gerar 2.200 empregos diretos e indiretos. O secretário de Fazenda do Amazonas, Alex Del Giglio, afirmou que a expectativa para 2025 é que o PIM cresça mais do que no ano passado, quando registrou seu maior faturamento, de R$ 204 bilhões.
“A gente percebe que os números são crescentes, inclusive na pandemia, e isso eu acho que é importante registrar como um grande legado. E agora esse ano, certamente, a gente deve bater todos os recordes possíveis em termos de número de empresas e faturamento”, disse o secretário.
Del Giglio ressaltou que o crescimento do PIM influenciou diretamente na geração de emprego e renda, bem como na movimentação do comércio local. “Saímos de uma faixa de 89 mil empregos em 2019 e, hoje, a gente alcançou em torno de 125 mil empregos. Lembrando que esses empregos são diretos, que você consegue ter um efeito multiplicador de empregos indiretos na faixa de quatro vezes. Isso faz com que gere emprego e renda, que vai se traduzir em consumo no comércio. A propensão ao consumo desses trabalhadores do Polo Industrial é algo em torno de 80 a 90%”.
Dos projetos com maior empenho em investimentos e número de postos de trabalho estão: GNS Eletronics da Amazônia LTDA, com R$ 17,2 milhões e 210 empregos; Salcomp Industrial Eletronica da Amazônia LTDA, investimento R$ 132,5 milhões, 173 postos de emprego; Neo Compol da Amazônia, com R$ 19,5 milhões e 21 postos de trabalho e P&G com R$ 290,8 milhões, 436 postos de trabalho.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Serafim Corrêa, destacou a importância dos investimentos e afirmou que o setor de maior crescimento tem sido o de informática. “O setor (de destaque) é o setor de informática. Tudo no mundo hoje gira em torno da informática, da tecnologia, da informação e da inteligência artificial. É nesse caminho que a Zona Franca de Manaus vai”.
O governador do Amazonas, Wilson Lima, presidiu a reunião e destacou que a confiança das empresas na economia do estado está melhorando os fatores sociais, como o desemprego. “No ano passado, o Polo Industrial fechou o ano com mais de 120 mil empregos formais, é um número também significativo e a gente vem crescendo nos últimos anos. Os últimos dados do Caged mostram que o estado do Amazonas atingiu um número histórico de baixo desemprego, é o menor número de todos os tempos e isso é importante, apesar de enfrentarmos dificuldades econômicas no país, o estado do Amazonas registra números muito interessantes”
Segundo Lima, a Zona Franca de Manaus continua como o principal modelo econômico do Amazonas, mas os demais setores estão crescendo com a melhoria na indústria.
“A Zona Franca de Manaus representa algo em torno de 43% das nossas receitas de ICMS, representa 30% do PIB do estado, apesar do comércio ser o maior contribuinte do ICMS, mas a indústria é que é o motor que movimenta o comércio. No final do dia, a indústria, o Polo Industrial de Manaus acaba representando algo em torno de 70% da nossa atividade econômica”, disse o governador.
Por: Emile de Souza