“É tempo de reconciliação”, pontuou dom Zenildo Lima, celebrante da missa de Corpus Christi realizada nesta quinta-feira (30), na avenida Eduardo Ribeiro, bairro Centro, zona Centro-Sul de Manaus. De acordo com a arquidiocese, aproximadamente, 20 mil fiéis compareceram na procissão que ocorreu após a celebração. “Nessa procissão fizemos a memória do tema da campanha da fraternidade deste ano: amizade social. Mesmo que seja uma celebração que faz parte milenarmente da história da igreja. Cada ano conseguimos atualizar a partir das demandas da evangelização”, disse o sacerdote.
Para dom Zenildo, é preciso que o homem se reconcilie consigo mesmo.
“Estamos atravessando um momento histórico muito confuso. É a incapacidade de diálogo entre os povos. Há uma necessidade de reconciliação do gênero humano consigo mesmo. Redescobrir o valor de cada homem, mulher relações de amizade”, disse o padre.
Dom Zenildo Lima, celebrante da missa de Corpus Christi (Foto: Junio Matos)
O evangelho de Marcos foi lido para os fiéis. A passagem retratava a santa ceia.“Ele (Marcos) retoma a última ceia de Jesus Cristo com os discípulos. E nesta ceia ele (Jesus) se apresenta ‘isso é o meu corpo e sangue’ e abordei essa questão: Jesus está se apresentando. Ele se coloca a disposição de todo homem e toda mulher”, disse dom Zenildo.
Reconciliar é amor
A procissão saiu da Igreja da Matriz, seguiu pela avenida Sete de Setembro até a avenida Joaquim Nabuco. Em seguida, os fiéis dobraram à esquerda na rua Dez de Julho e seguiu até a avenida Eduardo Ribeiro no sentido contrário, até a avenida Sete de Setembro novamente como destino final.
Para a doméstica Aretuza Brandão, 48 anos, a celebração de Corpus Christi é respeito para com Deus.“É também amor que temos com a eucaristia. A reconciliação significa amor para o próximo, entre os povos, amor na comunidade em que se vive. Também amor por Cristo, que ultimamente as coisas andam banal, não se respeita mais. É preciso ter o momento de adoração”, disse.
A cabeleireira Roseane Brandão, 45 anos, acompanhada do esposo Claudinei Brandão, 51 anos, motivada pela fé considera importante a celebração.“Cristo se entregou por nós. Nós fomos os culpados dele ser crucificado. A celebração de Corpus Christi é para nós, católicos, lembrar a importância da comunhão: receber o corpo de Cristo”, pontuou.
Cabeleireira Roseane Brandão, 45 anos, acompanhada do esposo Claudinei Brandão (Foto: Junio Matos)
Para Brandão reconciliação é sinônimo de respeito.“Reconciliação é ter mais respeito e amor pelo próximo, pela igreja e por Jesus. É por meio do amor que as coisas irão se tornar bem melhores e tudo fluirá bem melhor nas nossas vidas e também no mundo como um todo”, complementou a cabeleireira.
Tapetes de sal
Para o Corpus Christi, é tradição a confecção dos tapetes de sal. No catolicismo esses tapetes rementem o momento em que Jesus de Nazaré chega em Jerusalém em procissão. Trata-se de uma forma de comemorar a data, que chegou ao Brasil por meio da influência portuguesa. Com o próprio nome sugere, é a celebração da presença real de Jesus no sacramento da Eucaristia.
Por: Robson Adriano



