Amazonas

Apuí e Humaitá terão uma das três frentes federais de combates à incêndios florestais

Apuí e Humaitá terão uma das três frentes federais de combates à incêndios
Reunião com governadores e ministros discutiu sobre as queimadas nos biomas Amazônia e Pantanal /Foto: Divulgação

As cidades de Apuí e Humaitá, no sul do Amazonas, estão entre os 21 municípios da Amazônia Legal onde mais se concentram os focos de queimadas na floresta. A informação é do governo federal que, diante desse quadro crítico escolheu estas duas localidades para integrar uma das três Frentes Multiagências Interfederativas que irão atuar em cooperação com Estados e municípios para evitar novos focos de incêndio.

O anúncio foi feito em uma reunião interministerial no Palácio do Planalto na noite de ontem (21/08) com governadores da região, entre eles o do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e vários ministros, entre os quais o da Casa Civil, Rui Costa; e a do Meio Ambiente, Marina Silva.

Além dos municípios amazonenses, as cidades de Porto Velho (RO) e Novo Progresso, no Pará, também vão sediar estas frentes de cooperação.

Conforme o ministro Rui Costa, órgãos como Polícia Federal, Ibama, Incra, Funai e ICMBio deverão trabalhar de forma alinhada com as Polícias Civis, secretarias municipais e estaduais do meio ambiente e o Corpo de Bombeiros de cada local sobre os novos focos de calor no Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman) do Ministério do Meio Ambiente.

“Como nenhum incêndio é autorizado nessas regiões, os inícios de novas queimadas são ilegais. As multiagências poderão atuar, a depender do caso, na aplicação de sanções administrativas, penais e, se necessário, no ajuizamento de ações”, disse.

Para colaborar com os trabalhos, o governador Wilson Lima ofereceu os Centros Multifuncionais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) localizados nos municípios de Humaitá, Apuí e Boca do Acre para servir como base das ações do governo federal.

Wilson Lima: “Precisamos de trabalho permanente”

“Poucas vezes tivemos uma integração e uma reunião como essa para colocar todo mundo na mesma página. Isso não pode só acontecer nesse momento que a Amazônia está pegando fogo, tem que ser permanente e o ano todo, porque ano que vem teremos que enfrentar o mesmo problema, como mobilizar equipes e aeronaves para combater os incêndios. Precisamos ter um trabalho permanente de montar essas estruturas e preparar as cidades”, afirmou Wilson Lima.

Ainda segundo Wilson Lima, o governo federal tem conhecimento que mais de 70% dos focos de incêndios no Amazonas acontecem em áreas sob a responsabilidade de fiscalização da União, no entanto, o governador reafirmou que o Amazonas não vai se abster da responsabilidade de atuar no combate esses focos.

“O nosso entendimento é que essa é uma responsabilidade conjunta. Nada adianta tentar construir uma narrativa de quem é a responsabilidade, porque no final das contas são as populações que moram lá que acabam sofrendo. Há uma necessidade de fazer um trabalho integrado entre governo federal, estadual e prefeituras”, acrescentou.

Por: Valéria Costa

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