Uma disputa interna no Ministério Público do Amazonas (MPAM), com a proximidade da eleição que definirá quem comandará a instituição pelos próximos anos, pode atrapalhar a chamada de novos promotores aprovados em concurso público realizado no ano passado. Existe hoje a real necessidade de convocação deles, uma vez que várias promotorias do interior estão sem comando, mas não existe ainda nenhuma manifestação da Procuradoria Geral de Justiça a esse respeito.
“Sem dúvida nenhuma o interior do Estado precisa ter uma melhor atenção. O Ministério Público tem feito um esforço hercúleo para melhorar a estrutura das promotorias no interior. Mas, mesmo sendo um tema que está sob a responsabilidade da chefia da instituição, que é muito atenta com a questão, defendemos a necessidade de ampliação da quantidade de membros do Ministério Público no interior. Acredito que antes do meio do ano já tenhamos a nomeação de um número significativo de aprovados”, argumenta o presidente da Associação Amazonense do Ministério Público do Amazonas (AAMP), Alessandro Samartin de Gouveia.
O processo eleitoral no MPAM prejudica a chamada por causa do impacto que os novos promotores podem causar, caso sejam mesmo chamados pelo menos 20 – que seria a necessidade mínima. Há um receio do procurador geral de Justiça, Alberto Rodrigues do Nascimento Junior, de que o grupo se una a seus opositores para eleger um nome fora do seu arco de alianças. Por isso ele tende a no máximo chamar poucos nomes ainda no primeiro semestre, o que vem causando apreensão entre os aprovados.
A eleição que se aproxima tende a ser uma das mais equilibradas dos últimos anos. Nascimento Junior não poderá mais ser candidato, mas apoiará um nome. Há pelo menos outros três membros do MPAM já em campanha.
Por: Redação



