O médico indígena, Israel Tuyuka, é o pré-candidato à Prefeitura de Manaus pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e falou, com exclusividade à TV RealTime1 nesta quarta-feira (17/1) sobre o processo que resultou na escolha do seu nome para a disputa. Ele engradeceu a trajetória do ‘novo lar’ na política amazonense, mas destacou que deixa a legenda caso descumpram o acordo de lançarem sua candidatura.
Tuyuka concorreu pela primeira vez em 2022, já colocando seu nome na disputa majoritária pelo Governo do Amazonas. À época, pelo Psol, ele ficou ma sexta colocação, conquistando 21.229 (1,11%) dos votos válidos.
Para Tuyuka, os números supreendem porque ele se coloca como um político atípico, que fora do período eleitoral, “vive dentro do Delphina Aziz” e não tem costume de aparecer na mídia ou em eventos públicos.
Tuyuka explicou como o PDT chegou ao consenso pelo seu nome, visto que, no partido há nomes de maior apelo popular e com mais experiência na política, como o do ex-deputado Luiz Castro.
“Não cheguei no PDT dizendo quero ser prefeito, mas o Luiz Castro disse que não queria no momento e conversou com outros membros da Executiva, que chegaram a mencionar meu nome. Não impus nada”, pontuou o médico, destacando ainda que também “não se meterá” na escolha do vice.
‘Saio fora!’
Ao ser questionado sobre as possíveis movimentações que ainda devem ocorrer até às convenções eleitorais, o que pode colocá-lo como vice ou, ainda, lhe colocar ao lado de um partido que não tenha identificação.
“O PDT tem história. Eu sou resultado de uma visão futurista de Amazonino Mendes, que já foi governador pelo partido. Se chegarem a me dizer que tenho que ser vice de alguém, o PDT está se diminuindo. O PDT tem que ser sempre protagonista”, defendeu Tuyuka.
“Não dá, aí o Tuyuka vai embora”, concluiu.
Por: Rosianne Couto
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