O processo criminal envolvendo Tatiele Lima Macedo e seu então companheiro Júlio da Silva, presos em 2014 durante uma operação policial por suspeita de tráfico de drogas em Roraima, voltou a registrar movimentações após a transferência dos autos para o sistema de Justiça do Amazonas. O caso, que permaneceu por anos vinculado à comarca de origem em Roraima, passou a tramitar sob nova competência judicial, reacendendo o interesse público diante dos desdobramentos recentes.
Atualmente, Tatiele Lima é primeira-dama do município de Beruri no interior do Amazonas, por ser esposa do prefeito Emerson Melo (Podemos), fato que ampliou a repercussão política do processo iniciado há mais de uma década.
Prisão na BR-174 deu origem ao processo
A investigação teve início em 2014, quando policiais militares do município de Mucajaí (RR) interceptaram um veículo Toyota Corolla dourado na BR-174, após informações do setor de inteligência sobre o transporte de entorpecentes com destino a Manaus.
Durante a abordagem, foram encontrados:
• cerca de R$ 4,2 mil em dinheiro;
• porções de substância identificada como cocaína;
• aparelhos celulares utilizados pelos investigados.
Na ocasião, Tatiele Lima, então com 20 anos, e Júlio da Silva, de 25, foram presos em flagrante. Segundo informações divulgadas pela polícia à época, a droga seria levada como “amostra” para negociação com traficantes na capital amazonense.
Investigação e apreensões
No mesmo dia, a polícia realizou diligências adicionais e prendeu Fransuadson Luiz Silva de Souza, conhecido como “Bola” ou “Nêgo”, apontado como associado ao grupo investigado.
Na residência dele, em Boa Vista, foram apreendidos:
• aproximadamente 1 quilo de cocaína;
• uma pistola calibre .380;
• munições;
• uma espingarda calibre 16;
• materiais usados para preparo e mistura da droga.

As investigações indicaram ainda possível origem do entorpecente na região de fronteira com a Venezuela.
Justiça de Roraima confirma o processo
Documentos judiciais analisados confirmam que o caso gerou ação criminal na Justiça de Roraima, incluindo pedidos de habeas corpus após a prisão. Nos registros, consta que os investigados foram flagrados com cerca de 12,9 gramas de cocaína e que não possuíam antecedentes criminais naquele momento.
Após a fase inicial de tramitação, o processo permaneceu em andamento por anos no estado de origem.
Transferência para o Amazonas
Em 2022, o procedimento foi transferido para órgãos do sistema de Justiça do Amazonas, medida adotada em razão de elementos de conexão territorial com o destino final da investigação e das partes envolvidas.
Desde a remessa, o caso passou a tramitar sob nova jurisdição, com análise de atos processuais pendentes e reavaliação do andamento da ação penal.
Fontes jurídicas indicam que a transferência exigiu reorganização dos autos e revalidação de etapas processuais, o que contribuiu para o período de baixa visibilidade pública do caso.
Movimentação recente na justiça
Nos últimos meses, o processo voltou a apresentar movimentações administrativas internas, indicando retomada da análise judicial após anos de tramitação lenta.
Até o momento:
• não há registro público de sentença definitiva transitada em julgado;
• o processo permanece em fase de acompanhamento judicial;
• novas decisões podem ocorrer conforme a retomada da instrução processual.
Repercussão na Política do município
O caso ganhou nova repercussão após Tatiele Lima assumir posição pública como primeira-dama de Beruri, trazendo novamente à tona episódios ligados à investigação iniciada em 2014.

Até agora, não foram divulgadas manifestações detalhadas das defesas sobre a atual fase processual.
Linha do tempo
2014 — Prisão em flagrante na BR-174 por suspeita de tráfico de drogas.
2014 — Abertura de processo criminal na Justiça de Roraima.
2014–2021 — Tramitação judicial inicial.
2022 — Transferência do processo para o Amazonas.
2025–2026 — Retomada de movimentações judiciais e novo interesse público.
O caso segue em acompanhamento judicial e novas decisões poderão redefinir os rumos da ação penal nos próximos meses.
Por: Redação



