Neste 15 de outubro, data em que se comemora o Dia do Professor, o clima em Manaus será de mobilização e reivindicação. Longe de ser apenas um dia de homenagens, a data sempre foi marcada por atos públicos organizados por sindicatos e professores em todo o país, que cobram reajustes salariais, melhores condições de trabalho e o cumprimento de direitos atrasados.
Na capital amazonense, o protesto será realizado na Praça da Polícia, no bairro Centro, a partir das 9h. O ato é organizado pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Aspromsindical), que convoca a categoria para um dia de luta “em defesa da valorização do magistério”.
Em nota, a diretoria da Aspromsindical afirmou que não há motivos para comemorar o Dia do Professor diante da desvalorização sistemática da carreira.
“Não queremos discursos e parabéns hipócritas de quem só nos humilha. Exigimos valorização de verdade”, diz o comunicado.
Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o arquivamento da Reforma da Previdência do ManausPrev da Semed, e o combate ao assédio moral nas escolas públicas. O grupo também se posiciona contra a Reforma Administrativa em discussão no Congresso Nacional.
A professora Helma Sampaio, participante do movimento, explicou ao Portal AM1 que o 15 de outubro é visto não apenas como uma data comemorativa, mas como um símbolo de resistência.
“Não há o que celebrar. Todos os anos, vemos governantes e parlamentares usando o Dia do Professor para fazer discursos e campanhas, mas nossas demandas seguem ignoradas”, afirmou.
Helma destacou ainda que o ato também tem como objetivo denunciar a falta de repasse dos valores referentes ao data-base, a ausência de reajuste salarial e o não pagamento do índice de 13,22% previsto para a categoria.
Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os educadores prometem seguir mobilizados até que suas pautas sejam atendidas. Para eles, o verdadeiro sentido do Dia do Professor está na luta por reconhecimento, respeito e valorização profissional.
“Dia do Professor é dia de luta”, resume a nota do sindicato.

Por: Ramillys Batista



